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Leitor, fique meia hora sem ler o livro.

Minha edição de Blecaute de Marcelo Rubens Paiva, pela Brasiliense.

Minha edição de Blecaute de Marcelo Rubens Paiva, pela Brasiliense.

Não pretendia ler Rubens Paiva este ano, mas os ventos mudaram, peguei Blecaute, e cá estou para compartilhar o que achei  da leitura.

Um livro para adolescentes, era o preconceito que me distanciava de Blecaute. Depois de lido, confirmei, de fato é um livro juvenil. Mas, acabei aprendendo uma lição importante, independente da classificação etária, o importante é se o livro é bom ou não. E este é bom.

A sinopse é de perder o senso, não costumo colá-las no post, mas esta é curiosa e curta, vou deixá-la aqui:. “Dois rapazes e uma garota descobrem ao voltar de uma expedição às cavernas do Vale do Ribeira, que são os únicos habitantes de uma São Paulo deserta. O que teria acontecido? Porque só eles teriam sobrevivido? O que fazer? Perguntas, perguntas e uma única certeza: não dá para largar o livro antes da última página”.

Perguntas e mais perguntas, solucionadas ou não, o legal é acompanhar a tentativa de adequação destes três jovens, a uma realidade tão distinta e imposta de forma tão abrupta. O nosso narrador é o querido Rindo, que em primeira pessoa, intercala o presente e passado, tornando a história muito mais dinâmica e nada monótona. Inclusive, achei estes momentos onde Rindu nos conta seu pretérito ainda mais interessantes, pelo simples fato de serem mais palpáveis, reais e de inevitável identificação, principalmente para os mais jovens. Mas, até quem deixou de ser jovem há estações atrás, também se encontrará na cabecinha perturbada, cheia de impasses, vergonhas, tradições a serem cumpridas, rótulos a serem rasgados, preocupações e medos, do nosso narrador.

Sobrevivendo com Rindu estão Mário e Martina, companheiros de ‘apocalipse’. Enfim, esta tríade forma um livro bem bacana, de leitura fácil e leve, basicamente sobre iniciação sexual, lucidez, e amizade. O primeiro destes três temas é altamente discutido, haja visto que os protagonistas são jovens, e passam pela tensão de desvendar por seus meios, um certo tabu. O segundo, é inevitável e muito bem desenvolvido no livro, uma vez que a nossa reação ao sermos confrontados com uma situação caótica e desconhecida não é das mais racionais, certamente. E por último, a amizade, construída com os anos, quebrada por amor, enfim, a relação entre os três é um ponto positivo no livro.

Devo confessar que durantes as primeiras 30 páginas, não havia o que tirasse da minha mente a convicção de que não terminaria as 198. Da maneira como o capítulo inicial caminhava, esta tornou-se praticamente uma certeza. Mas, não sou homem de abandonar um livro tendo lido um ou dois capítulos, prossegui, a convicção tornou-se dúvida, de dúvida passou a pó, e desapareceu. Rubens Paiva havia me cativado. Os diálogos são rápidos, alguns irônicos e engraçados, a narrativa é ágil e lacônica ás vezes. Voltei a desgostar do texto a medida  que a história se encaminhava para o fim. Mas, o desfecho foi muito bom, distante do previsto, mas muito bom ainda assim, diria até melhor que o esperado.

ps1:. Eu deveria contar a maneira como o mundo se encontra quando Rindu, Mário e Martina retornam do passeio a caverna no Vale do Ribeira, mas acredito ser melhor o leitor descobrir e estranhar tudo com o livro em mãos mesmo.
ps2:. Não recomendo o livro para adultos, a linguagem adolescente os fara pensar de duas possíveis maneiras: 1 – livro bobo. 2 – saudosista.
ps3:. O título do post faz menção a uma ótima estratégia do autor, usada num determinado momento do livro. Detalhe, é impossível de cumpri-la.

Literatura nacional, sempre bom prestigiar!
3 estrelas no Skoob, porque não pode 3,5!
Por hoje é isso!
Até logo!

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2 Comentários

Arquivado em Leituras Concluídas

Enriquecendo a Estante #2

Olá pessoas!
Graças a Deus hoje é sábado, e dia de falar sobre os livros que comprei esta semana. Na verdade foi uma compra apenas.
Antes, um breve relato sobre a historinha até a compra do título. O fato é que fui cortar o cabelo no centro da cidade rs, e não resisti a uma passada no sebo, e mais ainda, não resisti ao cestão de R$ 2,00. Acabei trazendo um livro apenas porque não havia outros títulos que merecessem enriquecer a estante. O cabeleireiro não abriu no dia e voltei para casa cabeludo, mas com um livro novo ;)

Minha edição de Blecaute pela Brasiliense.

A obra se chama Blecaute, do brasileiro Marcelo Rubens Paiva. E trata de três jovens que ao retornarem de uma expedição às cavernas do Vale do Ribeira, se deparam com uma São Paulo deserta.

A sinopse, apesar de interessante, não foi o suficiente para me convencer de que o livro deveria voltar comigo para casa. A questão é que Rubens Paiva é o mesmo autor de Feliz Ano Velho, livro que ainda não li, mas que tenho absurda vontade de ler. Enfim, Assim que ler obra, eu volto pra comentar a respeito.

Apesar das informações desnecessárias, espero que gostem e comentem.
É isso!

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