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Os olhos de ressaca de Margarida.

Minha edição de ‘O Seminarista’ de Bernardo Gumarães, publicada em 126 páginas pela Ática.

Todos já devem ter lido ou ouvido, pelos menos uma vez na vida, alguma das hipóteses a respeito da simbologia do nome Capitu. Uma das  mais desacreditadas, para não dizer descartadas, é de que seria uma variação de capeta, contrastando com o  nome sacro de seu amante Bento Santiago, isto é, machado fez de Maria Capitolina aquela destinada a tentar os homens de bem.

Quase de mesma idade, Margarida e Eugênio desde muito pequenos previam que o que os esperava era muito maior do que eles, que o amor e o querer bem não seriam destruídos pelo tempo nem pelo espaço, como juramento, como promessa. Cientes da verdadeira vocação do filho, e agradecidos pela dádiva de gerar tal cria, o sr. e sra Antunes forçosamente mandaram Eugênio para o seminário. De fato sempre demonstrara receptividade para as coisas do céu, mas o coração de Eugênio já havia sido mordido. Margarida podia até não ter os olhos de ressaca, daqueles que arrastam para o mais profundo de si qualquer marinheiro apaixonado, mas tanto quanto Capitu,  tinha a conduta posta em xeque, pois enredara o coração do futuro padre.
Ambientado no interior de Minas Gerais, o livro desenvolve a impossibilidade de um amor sincero e verdadeiro, imposta pelo celibato. Questionando este sacramento, o autor nos leva  do céu ao inferno, passeamos pela confusa mentalidade de Eugênio, e pelo coração jovem da madura moça. Margarida é a nova Eva, culpada por se deixar aliciar pela serpente, mas de uma desobediência por horas tão ingenua que nos cativa, mas também me fez questionar a pureza de suas intensões. No fim, torci pelo amor dos dois, afinal uma barreira lhes foi imposta por outrem, bem no meio de um sentimento que, a meu ver, é maior do que Deus. O fato é que o final é de apertar o miocárdio.

ps1:. O Seminarista foi escrito em 1892 e apresenta uma das maiores críticas ao patriarcalismo em toda a literatura do século XIX.
ps2:. Foi especialmente difícil escrever sobre este livro, histórias questionadoras costumam revirar minhas opiniões.
ps3:. Como o desafio literário do mês de Janeiro é de temática livre, este post também entrará no autolink ;)

Desafio Literário 2013

Recebeu 3 estrelas no skoob, e isso é bom ;)
Por hoje é isso, a
té mais!

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Nihonjin [Japonês]

Minha edição de 'Nihonjin'. de Oscar Nakasato, pela Benvirá.

Minha edição de ‘Nihonjin’. de Oscar Nakasato, pela Benvirá.

E a leitura de A Guerra dos Tronos continua, neste último dia quinze fez um mês que estou lendo o livro, e recém passei da metade ¬¬ Como os passos estão mais vagarosos que o disco da Céu, resolvi intercalar um livro diferente nesse meio de conflitos políticos, tronos e reinados. ‘Nihonjin‘ do maringaense Oscar Nakasato foi o responsável por me tirar temporariamente das terras dos lobos, dragões, gelo e fogo.

Os escravos haviam sido recém libertados, os fazendeiros de café necessitavam de mão de obra para a colheita, com isso, muitas famílias japonesas imigraram para o Brasil, neste caso, para o interior de São Paulo. Hideo Inabata foi mais um dos nihonjins que junto com a esposa vieram em busca do dinheiro vasto que lhes havia sido prometido. Hideo é o nosso protagonista, nacionalista orgulhoso, trabalhador correto e fiel ao imperador do Nihon, demonstra imensa dificuldade em aceitar sua atual condição e a nova terra que lhe sustentava. Do seu segundo casamento nasceu Haruo, menino documentalmente brasileiro, que sofre uma crise de identidade devido as divergentes nacionalidades impostas pelo estado e pelo pai, e que quando grande, depois de ter se mudado para o bairro da liberdade na grande São Paunilo, é reprimido pela comunidade japonesa por assumir sua verdadeira terra natal. Hideo também dá origem a Sumie, que para desgosto do pai, foge com um brasileiro, deixando para trás o fruto de seu antigo casamento, o narrador da história.

Este é mais ou menos um panorama da trama desenvolvida durante as poucas 175 páginas. Esta possível falta de páginas acaba gerando certa desorientação durante a leitura, uma vez que em diversas vezes nos deparamos sobrevoando um abismo temporal enorme, e as margens deste abismo podem ser duas ou três palavras. Preferi ver esta questão pelo lado positivo, em momento algum o autor subestima a inteligência do leitor, acontecimentos importantes da história são lançados às páginas abruptamente, e muitas vezes de forma não tão direta, o que ao meu ver é deveras mais interessante do que uma história didaticamente apresentada. Além de tudo isso, considero o ponto forte do livro, a voz que ele dá a um momento histórico mudo na literatura nacional. Quero dizer que a forma como foi abordada a imigração japonesa, na perspectiva de um nihonjin, contando suas dificuldades de adaptação, seus ferimentos no orgulho, seus confrontos culturais e diversas outras barreiras e atitudes que tiveram que ser ultrapassadas e readequadas, foi de grande importância como forma de registro.

Dos motivos que me despertaram a vontade de ler ‘Nihonjin’. A capa é linda como poucas, o autor é oriundo do mesmo estado que este que vos escreve, e por último, uma polêmica. Sim, este é o controverso vencedor do mais recente prêmio jabuti de literatura, haja vista que a confusão relacionada ao jurado C botou em dúvida a credibilidade da instituição organizadora da premiação e consequentemente do escritor. Não sou capaz de afirmar se a vitória do Oscar Nakasato foi justa, pois não li os romances concorrentes, mas afirmo que o texto de sua obra é lindo, de muito conteúdo e que merece ser lido.

ps1:. Gostaria imensamente de assistir esta história nas telonas dos cinemas. A escrita do autor é bastante visual, e conta com uma das cenas mais lindas que já imaginei lendo um livro.

ps2:. Como o tema do mês de janeiro do desafio literário 2013 é livre, esta “resenha” (odeio esse termo) será a representante do Leitor Compartilhado este mês.
Desafio Literário 2013

Rendeu 4 estralas no skoob!
Literatura nacional contemporânea de qualidade é sempre bom ;)
Por hoje é isso, até mais!

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Romance de maus costumes

Minha edição de ‘O Dia das Moscas’ de Nei Leandro de Castro, pela Jovens Escribas.

Não tenho tanta dimensão da forma como o Paraná é visto pelos outros estados, mas imagino que o Sul em geral passe a ideia de um lugar com temperaturas mais baixas e tal. Mas, a situação na verdade é bem diferente. Pode-se até afirmar isto no inverno, mas o verão não é diferente de qualquer outro por aí. O fato é que está quente pra baralho muito calor, e isso é muitíssimo desestimulante. Dados os devidos motivos pelos quais as minhas impressões de leitura a cerca de ‘O Dia das Moscas’ de Nei Leandro de Castro está sendo postada mais de uma semana depois que as suas 154 foram lidas; vamos ao que realmente interessa.

Esqueça a história, preste muita atenção nesta escrita. É brincadeira, o enredo é ótimo e narra as muitas gerações de uma família potiguar. A quantidade de personagens é grande, mas os seus respectivos nomes são tão marcantes, quase “mia coutianos”, que o reconhecimento dos mesmos é natural. O livro é repleto de mulheres parideiras, índias, situações originais, reais e fantásticas. A escrita do autor é algo a ser tratado com muito respeito, as palavras parecem garimpadas, escolhidas a dedo. De fato, uma narrativa muito curiosa e distante de qualquer outra conhecida na literatura nacional.  Sem nem um resquício de dúvidas, uma das melhores leituras do ano.

Podem perceber que se comparado com os anteriores da mesma categoria, este post ficou bastante curto, pouco falei sobre o livro até o momento, e pelo que parece vou acabar por aqui, não sai mais nada. É engraçado perceber que em um livro mediano, equivalente a 3 estrelas aproximadamente, eu colo milhares de post it’s e faço mais milhares anotações. Agora, quando um texto te tira do chão, te sacode de jeito e meche de verdade com você, a coisa trava, faltam adjetivos e comentários. ‘O Dia das Moscas’ me deixou assim, vazio. A ideia inicial era copiar o texto da orelha do livro aqui, deixar que outro alguém falasse por mim, e acredito que deveria tê-lo feito, exclusivamente. Ainda assim, digitei algumas palavrinhas, mesmo sabendo que minha parcialidade, neste caso, vela quase nada, pois nem existe mais. Impossível é ler a orelha e não se desfazer de curiosidade pela história. Minha última conjugação, leiam!

Texto da orelha do livro ‘O Dia das Moscas’ de Nei Leandro de Castro, escrito por Carlos Fialho e  intitulado ‘Uma Grande Família’:.

“Senhoras e senhores, meninos e donzelas (todas as 6), sejam todos muito bem vindos à nação dos Potiguares, que começa “aquém, muito aquém daquela serra que não dá pra ver daqui”. Foi lá que o caçador de socós Cançado avistou a índia Hosana. Tesão à primeira vista e sem muito enfado. Naquele dia mesmo começaram a produção em série de uma enorme prole. “…corpo fértil que só a carta de Caminha, nunca se viu igual.”, conforme conta Nei Leandro de Castro, com seu jeito único de envolver o leitor, nos fazendo sentir como membros daquela família, personagens da saga, testemunhas oculares de todos os causos criados.
E do generoso ventre de Hosana, veio ao mundo Anunciada, que cresceu e se engraçou pelo tabelião Honório, homem metódico de fala difícil que fez com ela tantos filhos quanto as letras do alfabeto. Aquela turba de mestiços, de sangue indígena e luso, encheu a casa da família de alegria e confusão, cada um a sua maneira, cada um com suas doidices e mungangas, cada um com suas angústias, todos encenando a mesma história.
Em “O Dia das Moscas”, o autor narra magistralmente a divertida trajetória da formação do povo brasileiro, a história do surgimento de uma nação, um romance de maus costumes. Uma narrativa já contada e recontada, mas nunca dessa forma, não com essa inventividade. Aqui, Iracema não exibe seus cabelos negros como as asas da graúna, nem sacia nossos anseios voyerísticos com seus lábios de mel. Mas temos uma índia gorda e parideira de peitos caídos que de virgem não tem nada. Em “O Dia das Moscas”, Peri não beija Ceci, mas Hosana échamprada por Cançado ali mesmo, às margens do rio.
E assim, como quem não quer nada, divertindo mais e mais a cada página, Nei Leandro expõe os galhos de nossa árvore genealógica. Apresenta-nos uma infinidade de parentes, neo-macunaímas aos montes, heróis sem nenhum caráter, figuras ímpares e aos pares, sempre pensando numa nova artimanha, tentando ser mais espertos, cheios de malícia e safadeza, libidinosos e presepeiros.
Por isso, deixo aqui um aviso. Não estranhem se os personagens lhe parecerem familiares demais. Nei Leandro não nos fez sentir membros da família a toa. Na verdade, somos nós mesmos os personagens deste livro. E agora, vamos ao que interessa! Tenham todos uma ótima leitura e divirtam-se!”

[Carlos Fialho – Natal, julho de 2008]

ps1:. Preparem-se para muito Nei Leandro de Castro pela frente.
ps2:. Imagino que ninguém quererá ler o texto inteiro, preguiçosos.

Por hoje é isso!
Inté!

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Leitor, fique meia hora sem ler o livro.

Minha edição de Blecaute de Marcelo Rubens Paiva, pela Brasiliense.

Minha edição de Blecaute de Marcelo Rubens Paiva, pela Brasiliense.

Não pretendia ler Rubens Paiva este ano, mas os ventos mudaram, peguei Blecaute, e cá estou para compartilhar o que achei  da leitura.

Um livro para adolescentes, era o preconceito que me distanciava de Blecaute. Depois de lido, confirmei, de fato é um livro juvenil. Mas, acabei aprendendo uma lição importante, independente da classificação etária, o importante é se o livro é bom ou não. E este é bom.

A sinopse é de perder o senso, não costumo colá-las no post, mas esta é curiosa e curta, vou deixá-la aqui:. “Dois rapazes e uma garota descobrem ao voltar de uma expedição às cavernas do Vale do Ribeira, que são os únicos habitantes de uma São Paulo deserta. O que teria acontecido? Porque só eles teriam sobrevivido? O que fazer? Perguntas, perguntas e uma única certeza: não dá para largar o livro antes da última página”.

Perguntas e mais perguntas, solucionadas ou não, o legal é acompanhar a tentativa de adequação destes três jovens, a uma realidade tão distinta e imposta de forma tão abrupta. O nosso narrador é o querido Rindo, que em primeira pessoa, intercala o presente e passado, tornando a história muito mais dinâmica e nada monótona. Inclusive, achei estes momentos onde Rindu nos conta seu pretérito ainda mais interessantes, pelo simples fato de serem mais palpáveis, reais e de inevitável identificação, principalmente para os mais jovens. Mas, até quem deixou de ser jovem há estações atrás, também se encontrará na cabecinha perturbada, cheia de impasses, vergonhas, tradições a serem cumpridas, rótulos a serem rasgados, preocupações e medos, do nosso narrador.

Sobrevivendo com Rindu estão Mário e Martina, companheiros de ‘apocalipse’. Enfim, esta tríade forma um livro bem bacana, de leitura fácil e leve, basicamente sobre iniciação sexual, lucidez, e amizade. O primeiro destes três temas é altamente discutido, haja visto que os protagonistas são jovens, e passam pela tensão de desvendar por seus meios, um certo tabu. O segundo, é inevitável e muito bem desenvolvido no livro, uma vez que a nossa reação ao sermos confrontados com uma situação caótica e desconhecida não é das mais racionais, certamente. E por último, a amizade, construída com os anos, quebrada por amor, enfim, a relação entre os três é um ponto positivo no livro.

Devo confessar que durantes as primeiras 30 páginas, não havia o que tirasse da minha mente a convicção de que não terminaria as 198. Da maneira como o capítulo inicial caminhava, esta tornou-se praticamente uma certeza. Mas, não sou homem de abandonar um livro tendo lido um ou dois capítulos, prossegui, a convicção tornou-se dúvida, de dúvida passou a pó, e desapareceu. Rubens Paiva havia me cativado. Os diálogos são rápidos, alguns irônicos e engraçados, a narrativa é ágil e lacônica ás vezes. Voltei a desgostar do texto a medida  que a história se encaminhava para o fim. Mas, o desfecho foi muito bom, distante do previsto, mas muito bom ainda assim, diria até melhor que o esperado.

ps1:. Eu deveria contar a maneira como o mundo se encontra quando Rindu, Mário e Martina retornam do passeio a caverna no Vale do Ribeira, mas acredito ser melhor o leitor descobrir e estranhar tudo com o livro em mãos mesmo.
ps2:. Não recomendo o livro para adultos, a linguagem adolescente os fara pensar de duas possíveis maneiras: 1 – livro bobo. 2 – saudosista.
ps3:. O título do post faz menção a uma ótima estratégia do autor, usada num determinado momento do livro. Detalhe, é impossível de cumpri-la.

Literatura nacional, sempre bom prestigiar!
3 estrelas no Skoob, porque não pode 3,5!
Por hoje é isso!
Até logo!

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E o preto-protagonista é crioulo mesmo e não preto pintado de branco.

Minha edição de 'A Revolta da Cachaça' de Antonio Callado, pela Nova Fronteira.

Minha edição de ‘A Revolta da Cachaça’ de Antonio Callado, pela Nova Fronteira.

Descompromissadamente, li ‘A Revolta da Cachaça’ de Antonio Callado esta semana. A leitura foi mega rápida, além das poucas 127 páginas, trata-se de um texto teatral, capaz de ler em um dia apenas. No começo, houve um certo desconforto, ocasionado pela forma como o tudo está disposto na página, pelo fato da história ser contada toda em diálogos e pelas rubricas que parecem desacelerar o andamento da leitura. Considero isso uma questão de costume, já li outras peças e algo parecido aconteceu, mas com o passar das páginas a gente pega o jeito e a experiência se torna muito agradável e enriquecedora.
A encenação é constituída de três personagens principais, e mais três secundários, que aparecem em uma cena ou duas. Ambrósio é um ator negro, que cansado de ser marginalizado, severamente cobra de Vito o papel de protagonista que o dramaturgo havia lhe prometido, mas que há anos se demorava em terminar de escrever. Envolvida nesta situação toda está Dadinha/Eduarda, atual de Vito e ex de Ambrósio. Enfim, a trama é relativamente simples, mas consegue, através das escolhas extremas tomadas por Ambrósio para conseguir o que quer à todo custo, condensar uma nuvem de tensão muito carregada . Vale destacar que a história é ambientada em Petrópolis, cidade serrana do estado do Rio de Janeiro, no fim dos anos 50 e início da década de 60.
Achei muito interessante a denominação dada pela Ligia Chiappini, responsável pelas notas e roteiro de leitura presentes no fim da publicação. Ela afirma que a obra se trata de um metateatro, e de fato isso é bem legal de acompanhar, uma peça sobre o processo de encenação e criação de outra peça. Além disso, outra temática do livro, bastante polêmica inclusive, é a questão racial  e a discriminação social. O que fez me lembrar por várias passagens, Anjo Negro do Nelson Rodrigues (minha peça favorita, queria vê-la encenada um dia), que em 1948 foi para os palcos protagonizada por um ator branco pintado de preto, uma vez que não era aceitável que a colega de cena (loura) contracenasse com um negro.
Enfim, o texto é controverso e repleto de referências históricas, representadas logo no título. Super recomento a leitura de ‘A Revolta da Cachaça’, 5 estrelas no skoob!

Por hoje é isso!
Até mais ver!

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Enriquecendo a Estante #11

 Eu volteiAgora prá ficar. Porque aqui! Aqui é meu lugar. Eu voltei pr’as coisas que eu deixei. Eu voltei! ♪

Depois de mais de uma semana sem post, eu voltei para tirar o pó, limpar os vidros e passar óleo de peroba nos móveis. Antes disso, uma breve justificativa. Eu inventei de ler, pela primeira vez, três livros ao mesmo tempo, sendo um deles o Grandes Esperanças do Charles Dickens (grandalhão),  e aconteceu que eu levei quase um mês para terminá-lo. Particularmente, isso me desagrasa, acabo me cansando da história se ela perdurar muito muito tempo. Enfim, terminei ontem o Dickens, e será sobre ele o próximo post do blog, breve.

Por hoje, resta-me falar um pouco a respeito dos livros que vieram morar comigo esta semana.

Minha edição de “Eu, robô” de Isaac Asimov , pela pocket ouro.

O primeiro deles foi “Eu, robô”, sim, meu primeiro Asimov. Não foi fácil encontrar este livro, ele andou esgotado por um tempo, e resolveu ressuscitar nestes últimos dias, o submarino está vendendo por R$ 9,90. Não curto as edições da pocket ouro, pois as capas não protegem bem o miolo o livro. No meu caso, que costumo carregá-los para cima e para baixo dentro da mochila, estas capas de papel fino são um belo de um inconveniente. Mas, não havia outra alternativa (Vlw editoras). E tem outras coisa, desde o começo do ano eu estipulei “Eu, robô” como uma das leituras obrigatórias para 2012, e ao longo dos meses vim retardando a compra e negligenciando a leitura, mas agora que eu o possuo, ele que se prepare, pois vou lê-lo muito muito em breve. Depois dessa ladainha toda, algumas poucas informações sobre a obra. Trata-se de uma reunião de 9 contos, narrados por uma robopsicóloga e distribuídos por 320 páginas do que há de melhor no gênero de ficção científica, dizem.  Isaac Asimov recusa-se a apresentações.

Manuscrito Encontrado em Accra, do Paulo Coelho, pela sextante.

O segundo e último livro a enriquecer a estante aqui de casa se chama ‘Manuscrito encontrado em Accra’. Pois é gente, o novo Paulo Coelho. Não sei se alguém se recorda de um post onde eu comentei a respeito de um evento que reuniu um grupo de pessoas para um bate papo virtual com o escritor!?! Não né, então, o áudio do microfone não chegava até Genebra (onde é a toca do coelho) e o evento falhou. Numa forma de recompensar o deslocamento do povo até a livraria para prestigiar o evento, a editora sextante se comprometeu a enviar a cada um dos presentes, um livro de compensação. Promessa cumprida, ganhei um exemplar.
O texto narra uma Jerusalém que se prepara para a invasão dos cruzados, enquanto isso, um grego convoca uma reunião na presença de toda a cidade, para refletir sobre a sabedoria presente nas pequenas coisas, o verdadeiro conhecimentos adquirido pelos amores vividos, e a convivência com a inevitabilidade da morte.
Só eu que odiei esta sinopse? rsrs Não pretendo lê-lo tão cedo, quiçá ano que vem ou o próximo.

Por hoje é isso, até mais ver ;)

ps: Aprendi a lição. Livros grandes, reservar um momento só para eles, nada de leituras paralelas.

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