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Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros.

Minha edição de 'A Revolução dos Bichos' de George Orwell, pela Companhia das Letras.

Minha edição de ‘A Revolução dos Bichos’ de George Orwell, pela Companhia das Letras.

Depois de muito tempo aguardando uma oportunidade para conhecer meu segundo Orwell, eis que surge o Desafio Literário com uma temática muito oportuna, animais protagonistas, entregando-me em uma bandeja a chance de ler ‘A Revolução dos Bichos’.
Sempre que compartilho minha impressões de leitura aqui no blog, procuro ser o mais sincero possível, independente de tudo que terceiros dizem a respeito do livro e dos julgamentos vindouros. A verdade é que eu me descobri despreparado, para uma alegoria como esta, onde tudo é simbólico, absolutamente tudo é proposital. Não tive problemas ao ler 1984, mas senti que A Revolução dos Bichos requer certa bagagem, um conhecimento prévio que é fundamental para captação das inúmeras referencias, sutis ou não, ao longo de todo o texto.

O livro fala de animais; porcos, galinhas, cavalos, ovelhas etc… que cansados das más condições ofertadas pelo proprietário da Granja Solar, decidem fazer uma revolução, expulsando os humanos e assumindo o controle da fazendinha inglesa, que passa por uma reestruturação social, onde a igualdade é pregada com afinco. Os porcos, mais especificamente o Napoleão, se auto elegem a classe mais preparada para liderar a comunidade, que com o passar do tempo começa a notar diferenças entre o modelo de vida ideal proposto inicialmente, e a execução deste regime. Enfim, Napoleão se torna um tirano, tipicamente oportunista, hipócrita e violento.  É inegável a genialidade da ideia, e da maneira como foi redigida pelo autor, no entanto, confesso não ter sido capaz de notar muitas das relações entre a Granja Solar e a Rússia Stalinista, ainda que escancaradas. O fato é que mal recordava detalhes, personalidades e acontecimentos que se deram nesse período, foi preciso o belo posfácio do Christopher Hitchens, para descobrir que havia um significado em feitos que passaram em branco durante a leitura. Logicamente é este o objetivo do posfácio, porém acredito que se eu tivesse claro em minha mente tudo que originou, aconteceu e resultou deste momento histórico, eu teria desfrutado da crítica enquanto a conhecia, e não depois de ter lido textos me ensinando a compreender aquilo que poderia já ter assimilado se fosse provido de embasamento suficiente, falha minha.

Desafio Literário 2013

Vale destacar que esta não é uma opinião negativa a respeito do livro, trata-se apenas de uma particularidade que eu gostaria de compartilhar, principalmente àqueles que pouco lembram acerca de Stalin, Trotsky e a relação de ambos com o proletariado russo.  Certamente ainda irei pesquisar bastante sobre o assunto, para então reler o livro. Inclusive, gostaria de chamar a atenção às informações extras disponíveis na publicação da Companhia das Letras, como o prefácio proposto pelo autor à primeira edição inglesa (de 1945), falando a respeito da liberdade de imprensa e consequentemente sobre a difícil jornada realizada pelo Orwell até que A Revolução dos Bichos fosse publicado. Em certo ponto, o autor cita Volteire, que diz: “Detesto cada palavra que o senhor diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las”.

Agora esqueça toda a bobagem que escrevi e veja/ouça o que a Tati Feltrin do Tiny Littler Things achou do livro, muito mais útil.


Espero não ser interpretado de maneira indevida #medo

Recebeu 3 estrelas no Skoob, e isso é bom. (porque não pode 3,5 ¬¬)
Por hoje é isso, inté!

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Mais fácil é engravidar por polimerização do que não gostar deste livro.

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Minha edição de ‘Cotoco’ de John Van de Ruit, pela intrínseca (389 páginas).

Deixa eu confessar uma coisa, esse Desafio Literário vem se mostrando uma tarefa relativamente difícil de ser cumprida. Somente no último dia de fevereiro que consegui terminar ‘Cotoco – O diário perversamente engraçado de um garoto de 13 anos’ de John van de Ruit. O tema do mês é “Um livro que faça rir”, e eu não poderia ter feito escolha melhor, o autor é dono de um humor incrível, não visto em qualquer outra comédia que já li. Normalmente acho graça na ironia e no sarcasmo da escrita, mas este livro é um tanto diferente, trata-se de um humor mais escrachado, despudorado, livre de tabus e quaisquer outras algemas; por vezes pode até soar agressivo

A história se passa em 1990 na Africa do Sul, e conta o primeiro ano de John Milton como bolsista em um renomado internato para garotos. Logo depois do primeiro banho, Milton é afetuosamente apelidado de Cotoco, devido as suas partes intimas pouco desenvolvidas (tem pinto pequeno). Na mesma ala de dormitórios que o nosso protagonista dormem o Rambo,  o Cachorro Doido, o Simon, o Rain Man, o Lagartixa (praticamente mora na enfermaria, pega todas as infecções possíveis, todos os vírus e bactérias o adoram, e  todas as doenças o amam), o Barril  e o Esponja (o punheteiro); grupo auto denominado Os Oito Loucos. Esse grupo passa por uma situação mais bizarra do que a outra, e como se tudo que eles fazem na escola não fosse suficiente, ainda aprontam nos  fins de semana quanto retornam para suas casas, o que rende algumas das melhores partes do livro, pois a família do Cotoco é completamente louca. Enfim, em meio ao mistério que envolve o suposto fantasma de um ex professor que vaga pelo colégio, nosso pequeno Cotoco segue escrevendo em seu diário, lendo O Senhor dos Anéis, competindo em acirrados jogos de críquete e cantando lindamente com sua voz de menina, enquanto tem suas primeiras e hilárias experiências amorosas.

Dei 5 estrelas para o livro no skoob, ele realmente cumpriu sua missão, arrancou gargalhadas (me constrangendo publicamente até) e me divertiu bastante. Um dos grandes destaques, ao meu ver, é a construção das personagens; são todas muito peculiares. Certamente vou carregar por muito tempo as vergonhas do Cotoco, as malandragens do seu pai e os problemas de saúde do Lagartixa. Vale também destacar que um importante momento histórico é utilizado no plano de fundo desta história, o fim do apartheid e a libertação de Nelson Mandela da prisão, portanto, ao longo de todo o texto verificamos traços culturais e sociais relacionados a temática racial e política. E tem outra coisa, não estou querendo dizer que o livro é direcionado, em hipótese alguma, mas acho que ele  tende para o publico masculino, não que desagrade ao outro gênero, mas é uma história sobre moleques, sobre garotos que falam sobre garotas, que praticam bullying, que aplicam trotes, que sacaneiam e coisa e tal. Mas é inegável que a comicidade do texto faz qualquer um  se divertir.

Desafio Literário 2013

Navegando por aí, me esbarrei nessa pagina aqui, do blog Viagem Literária, onde fiquei sabendo que o livro já foi adaptado cinematograficamente, e que mais dois livros ainda vem para o Brasil para completar a série. Sinceramente, até hoje eu não fazia a mínima ideia de que havia continuação, achei que fosse um livro único, mas aguardo ansiosamente pelas próximas publicações do autor que quebrou todos os recordes editoriais na Africa do Sul e recebeu o Bookseller’s Choice Awards (2006).

Por hoje é isso!
Até breve!

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Os olhos de ressaca de Margarida.

Minha edição de ‘O Seminarista’ de Bernardo Gumarães, publicada em 126 páginas pela Ática.

Todos já devem ter lido ou ouvido, pelos menos uma vez na vida, alguma das hipóteses a respeito da simbologia do nome Capitu. Uma das  mais desacreditadas, para não dizer descartadas, é de que seria uma variação de capeta, contrastando com o  nome sacro de seu amante Bento Santiago, isto é, machado fez de Maria Capitolina aquela destinada a tentar os homens de bem.

Quase de mesma idade, Margarida e Eugênio desde muito pequenos previam que o que os esperava era muito maior do que eles, que o amor e o querer bem não seriam destruídos pelo tempo nem pelo espaço, como juramento, como promessa. Cientes da verdadeira vocação do filho, e agradecidos pela dádiva de gerar tal cria, o sr. e sra Antunes forçosamente mandaram Eugênio para o seminário. De fato sempre demonstrara receptividade para as coisas do céu, mas o coração de Eugênio já havia sido mordido. Margarida podia até não ter os olhos de ressaca, daqueles que arrastam para o mais profundo de si qualquer marinheiro apaixonado, mas tanto quanto Capitu,  tinha a conduta posta em xeque, pois enredara o coração do futuro padre.
Ambientado no interior de Minas Gerais, o livro desenvolve a impossibilidade de um amor sincero e verdadeiro, imposta pelo celibato. Questionando este sacramento, o autor nos leva  do céu ao inferno, passeamos pela confusa mentalidade de Eugênio, e pelo coração jovem da madura moça. Margarida é a nova Eva, culpada por se deixar aliciar pela serpente, mas de uma desobediência por horas tão ingenua que nos cativa, mas também me fez questionar a pureza de suas intensões. No fim, torci pelo amor dos dois, afinal uma barreira lhes foi imposta por outrem, bem no meio de um sentimento que, a meu ver, é maior do que Deus. O fato é que o final é de apertar o miocárdio.

ps1:. O Seminarista foi escrito em 1892 e apresenta uma das maiores críticas ao patriarcalismo em toda a literatura do século XIX.
ps2:. Foi especialmente difícil escrever sobre este livro, histórias questionadoras costumam revirar minhas opiniões.
ps3:. Como o desafio literário do mês de Janeiro é de temática livre, este post também entrará no autolink ;)

Desafio Literário 2013

Recebeu 3 estrelas no skoob, e isso é bom ;)
Por hoje é isso, a
té mais!

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Nihonjin [Japonês]

Minha edição de 'Nihonjin'. de Oscar Nakasato, pela Benvirá.

Minha edição de ‘Nihonjin’. de Oscar Nakasato, pela Benvirá.

E a leitura de A Guerra dos Tronos continua, neste último dia quinze fez um mês que estou lendo o livro, e recém passei da metade ¬¬ Como os passos estão mais vagarosos que o disco da Céu, resolvi intercalar um livro diferente nesse meio de conflitos políticos, tronos e reinados. ‘Nihonjin‘ do maringaense Oscar Nakasato foi o responsável por me tirar temporariamente das terras dos lobos, dragões, gelo e fogo.

Os escravos haviam sido recém libertados, os fazendeiros de café necessitavam de mão de obra para a colheita, com isso, muitas famílias japonesas imigraram para o Brasil, neste caso, para o interior de São Paulo. Hideo Inabata foi mais um dos nihonjins que junto com a esposa vieram em busca do dinheiro vasto que lhes havia sido prometido. Hideo é o nosso protagonista, nacionalista orgulhoso, trabalhador correto e fiel ao imperador do Nihon, demonstra imensa dificuldade em aceitar sua atual condição e a nova terra que lhe sustentava. Do seu segundo casamento nasceu Haruo, menino documentalmente brasileiro, que sofre uma crise de identidade devido as divergentes nacionalidades impostas pelo estado e pelo pai, e que quando grande, depois de ter se mudado para o bairro da liberdade na grande São Paunilo, é reprimido pela comunidade japonesa por assumir sua verdadeira terra natal. Hideo também dá origem a Sumie, que para desgosto do pai, foge com um brasileiro, deixando para trás o fruto de seu antigo casamento, o narrador da história.

Este é mais ou menos um panorama da trama desenvolvida durante as poucas 175 páginas. Esta possível falta de páginas acaba gerando certa desorientação durante a leitura, uma vez que em diversas vezes nos deparamos sobrevoando um abismo temporal enorme, e as margens deste abismo podem ser duas ou três palavras. Preferi ver esta questão pelo lado positivo, em momento algum o autor subestima a inteligência do leitor, acontecimentos importantes da história são lançados às páginas abruptamente, e muitas vezes de forma não tão direta, o que ao meu ver é deveras mais interessante do que uma história didaticamente apresentada. Além de tudo isso, considero o ponto forte do livro, a voz que ele dá a um momento histórico mudo na literatura nacional. Quero dizer que a forma como foi abordada a imigração japonesa, na perspectiva de um nihonjin, contando suas dificuldades de adaptação, seus ferimentos no orgulho, seus confrontos culturais e diversas outras barreiras e atitudes que tiveram que ser ultrapassadas e readequadas, foi de grande importância como forma de registro.

Dos motivos que me despertaram a vontade de ler ‘Nihonjin’. A capa é linda como poucas, o autor é oriundo do mesmo estado que este que vos escreve, e por último, uma polêmica. Sim, este é o controverso vencedor do mais recente prêmio jabuti de literatura, haja vista que a confusão relacionada ao jurado C botou em dúvida a credibilidade da instituição organizadora da premiação e consequentemente do escritor. Não sou capaz de afirmar se a vitória do Oscar Nakasato foi justa, pois não li os romances concorrentes, mas afirmo que o texto de sua obra é lindo, de muito conteúdo e que merece ser lido.

ps1:. Gostaria imensamente de assistir esta história nas telonas dos cinemas. A escrita do autor é bastante visual, e conta com uma das cenas mais lindas que já imaginei lendo um livro.

ps2:. Como o tema do mês de janeiro do desafio literário 2013 é livre, esta “resenha” (odeio esse termo) será a representante do Leitor Compartilhado este mês.
Desafio Literário 2013

Rendeu 4 estralas no skoob!
Literatura nacional contemporânea de qualidade é sempre bom ;)
Por hoje é isso, até mais!

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Desafio Literário 2013

Não me aguentei depois da sugestão da Denise do ‘Meus olhos verdes’ e resolvi participar também do Desafio Literário 2013. A quem ainda não conhece, funciona da seguinte maneira: para cada mês há um tema pré determinado, o que é muito bacana pois diversifica a leitura, deverá ser lido no mínimo um livro por mês, 12 livros no ano, e postada uma resenha em blog ou skoob, etc… Ao fim de cada mês, um livro cedido pela Editora Univali será sorteado entre os que cumpriram o desafio do mês, do mesmo modo ocorre ao termino do ano, onde participam do sorteio aqueles que leram no mínimo 12 livros, cada um respectivo a um tema. Mais informações aqui.

Desafio Literário 2013

Segue a minha lista de livros propostos:. Vale destacar que não é obrigatória a feitura desta lista, mas eu aconselho pois facilita a organização e o cumprimento da meta.

1. Mês de Janeiro – Tema Livre

A_GUERRA_DOS_TRONOS_1299188140PVou aproveitar  para o desafio literário as leituras que eu já havia decidido fazer nas férias, uma vez que não há especificação de tema no primeiro mês. Programei ‘A Guerra dos Tronos’ do George R. R. Martin para janeiro. O curioso é que eu normalmente consumo menos letras quando estou de férias. Minha teoria é que pelo fato de eu ler muito em ônibus, a caminho da faculdade, a partir do momento em que este momento deixa de existir, a leitura desacelera, além disso, férias é sinônimo de preguiça.

2. Mês de Fevereiro – Livros que nos façam rir

COTOCO_1279559727PLogo pensei em alguma outra peça do Suassuna, tipo ‘Uma Mulher Vestida de Sol’, mas desconfio que não seja um texto cômico como ‘O Santo e a Porca’. Mas, como estou aproveitando este desafio para consumir aquilo que tenho parado aqui na minha estante, não vejo oportunidade melhor para ler ‘Cotoco’ de John Van de Ruit. Muito ouvi falar sobre a comicidade desse livro, criei expectativas altas e quero vê-las superadas em fevereiro de 2013. Desconheço a razão, mas prevejo um caráter ‘safadinho’ para este livro, se é que me faço entender, estou certo?

3. Mês de Março – Animais protagonistas

RESGATE_NO_MAR_1232969239PPretendo reservar dois livros para este mês. Primeiramente escolhi ‘Resgate no Mar’ de Richard Bach, que tem como protagonistas, simpáticos furões; ganhei este livro há um tempo  , sem conhecer um pingo de informação a respeito, mas me parece que o autor é conhecido  sim. Além desse, independente de desafio literário, eu já tinha combinado comigo mesmo de ler ‘A Revolução dos Bichos’ de George Orwell em 2013, vou aproveitar a temática do mês de março e lê-lo para o desafio também.

4. Mês de Abril – Uma ou mais das quatro estações no título

SE_UM_VIAJANTE_NUMA_NOITE_DE_INVERNO_1321913211PRodei a minha estante, que não é grande, a procura de algo que se enquadrasse nesta categoria, mas nada encontrei. Passeei pela minha lista na desejados no skoob e encontrei apenas um que permitia a minha participação no mês de abril do desafio, e foi o ‘Se um viajante numa noite de inverno’ do Italo Calvino. Na verdade encontrei mais de um, dois para ser sincero, mas ‘Primavera num espelho partido’ do Mario Benedetti é de difícil acesso para uma pessoa dependente de bibliotecas públicas. Então, apenas Italo Calvino me acompanhará neste mês.

5. Mês de Maio – Livro citados em filmes

solparatodosbrPrecisei do auxílio dos organizadores do desafio literário desta vez, dei uma olhada na lista de livros sugeridos por eles no site e acabei escolhendo mais de um, três na verdade. ‘O Sol é para todos’ da Harper Lee (no filme Professora Sem Classe) que comprei faz pouco tempo. ‘Romeu e Julieta’ do shakespeare (no filme A Bela e a Fera), que estou devendo a mim mesmo há anos. E, ‘Assim Falou Zaratustra’ do Nietzsche (no filme Pequena Miss Sunshine), que á havia me comprometido a ler assim que pintasse a oportunidade. Se serei capaz de cumprir esta meta, aí são outros 500, mas a ideia é ler os três, a ideia.

6. Mês de Junho – Romance psicológio

morro dos ventosPoderia colocar ‘Crime e Castigo’ do Dostoievski aqui, mas apesar de ser leitura quase certa para o ano que vem, optei por não abusar tanto, uma vez que pretendo fazer outras leituras fora do desafio. Por isso, apenas Emily Brontë me fará companhia neste mês, com ‘O Morro dos Ventos Uivantes’, haja visto que este livro está aqui descansando na segunda prateleira, juntamente com outros lindos clássicos da abril coleções, como ‘Primo Basílio’ do Eça de Queiroz, que certamente será lido em 2013, mas à parte do desafio.

7. Mês de Julho – Cor ou cores do título

O_HOMEM_DE_AMARELO_1284991404PEsta foi de fácil decisão. Ganhei recentemente um livro chamado ‘O Homem de Amarelo’ de Hersh Wladimir Basbaum, desconheço o autor e todo o resto sobre a obra, mas se enquadra na temática do mês, então será lido. Além desse, vou colocar como segunda opção ‘O Maníaco do Olho Verde’, pois algum livro do Dalton Trevisan eu terei que ler no ano que vem, e talvez esta seja uma boa, mas não garantida, oportunidade. Gostaria mesmo de conhecer o paranaense por ‘Cemintério de Elefantes’, mas… vamos ver no que dá.

8. Mês de Agosto – Vingança

CARRIEN_A_ESTRANHA_1351081593PDifícil escolha também. Clamei pelas sugestões do site do desafio, e lá foi-me dado uma luz, duas luzes na verdade, mas apaguei uma delas da lista, afinal, estava sem perceber, me comprometendo demais com este desafio. Para aliviar a quantidade de leituras ‘obrigatórias’, escolhi apenas um (como é de costume e todo o mundo o faz, eu que sou exagerado, jogado aos seus… ). Na tentativa de conhecer a escrita do famoso Stephen King, lerei ‘Carrie, a Estranha’.

9. Mês de Setembro – Autores portugueses contemporâneos

o_evangelho_segundo_jesus_cristo_1302990713pNovamente suprindo uma falha, nunca li Saramago. É agora ou nunca, ‘O Evangelho Segundo Jesus Cristo’ suprirá minha necessidade. Engraçado que este livro era uma meta para 2012, mas acabei me enrolando e nosso nobel da língua portuguesa ficou para trás. Além disso, mesmo a edição pocket da Companhia das Letras tendo um preço mais agradável que a edição normal, o livro continua não sendo barato o suficiente. Não sei vocês, mas qualquer coisa acima de R$ 20,00 já foge do meu orçamento #pobre. Não muito longe, lerei ‘Caim’.

10. Mês de Outubro – Histórias de Superação

marina-a-vida-por-uma-causaUma biografia para diversificar mais ainda a lista, nem sei se pode. Fico com ‘Marina’ de Marília de Camargo César. Pelas entrevistas que assisti, parece incrível a história de vida da Marina Silva. Acho admirável a maneira como ela se expressa, e como ela se tornou tão eloquente, inteligente e visionária, tendo vindo de uma família humilde do acre. Quase escolhi a biografia da Dilma ‘A vida quer é coragem’ de Ricardo Batista Amaral, mas Marina Silva é um ícone pra mim.

11. Mês de Novembro – Livros que foram banidos

candidoPois então, tanta coisa pode ser enquadrada aqui. ‘Lolita’ de Vladimir Nabokov, ‘O Senhor das Moscas’ de William Golding, e outras centenas. Mas, como estou dando preferência para os livros que já moram comigo, ficarei com ‘Candido’ do Voltaire, amplamente proibido porque possuía blasfêmia religiosa e hostilidade intelectual. Se possível lerei os outros dois que citei anteriormente, afinal, não posso ver o filme do Kubrick antes do livro, e, dizem que há uma relação do segundo com  a série Lost.

12. Mês de Dezembro – Natal

conto deAndei dando uma olhada na lista do pessoal que também vai participar do desafio, e foi quase unânime a escolha de ‘Um Conto de Natal’ Charles Dickens. E não sou exceção, apesar de tê-lo programado para este ano ainda, resolvi adiar alguns 365 dias, afinal, já li um Dickens este ano e está de bom tamanho. O bacana desse livro é que ele é bastante fino, perfeito para o mês de dezembro, isso mesmo, não gosto de textos volumosos no último mês do ano.

Por hoje é isso!
Participem e até mais!

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