Arquivo da tag: brad thor

Linha de Chegada – ‘O primeiro mandamento’ de Brad Thor

Olá pessoas!
Voltei para falar de ‘O primeiro mandamento’ de Brad Thor. Livro que terminei de ler faz uns quadro dias e fiquei com preguiça de escrever o post no blog.

Pois então, eu não sei porque eu insisto em dar mais uma chance para o Brad Thor. O primeiro livro que li do autor se chama ‘O último patriota’, e apesar de ter gostado da história, me incomodei um pouco e por inúmeros motivos. Mais uma vez isto aconteceu. ‘O primeiro mandamento’ é um bom passatempo, mas falha alguns aspectos. Na verdade, isso era esperado. Quando peguei este livro para ler,  havia acabado de sair da pesada leitura de Anna Karênina. E necessitava de uma escrita leve para acalmar o espírito.

Sobre a edição, foi publicada em 2009 pela editora Sextante. Comprei o livro em um sebo de Curitiba, na promoção 3 por 25. Os outros títulos adquiridos juntamente com este, foram: ‘O mapa do tempo’ de  Félix J.Palma e ‘O ladrão de arte’ de Noah Charney.

Minha edição de ‘O primeiro mandamento’, pela sextante.

Não costumo dar a sinopse de uma obra de forma objetiva, pois além de quebrar a fluência do texto, é um tipo de informação que não carrega nada de mim, uma mera cópia. Procuro discorrer sobre a história do livro ao longo do post, mas desta vez não fui capaz de repetir o feito. E aí vai uma breve sinopse do livro.

“Numa série de atentados cruéis que reproduzem as 10 pragas do Egito, um assassino frio e sanguinário está perseguindo os parentes e amigos do agente contraterrorista Scot Harvath. Scot, que em diversas ocasiões, colocou seu patriotismo acima de tudo, descobre que o governo infringiu o primeiro mandamento da guerra ao terror, “Não negociarás com terroristas”, e começa a questionar as organizações para as quais trabalhou a vida inteira. É afastado das investigações por ordens diretas do presidente dos Estados Unidos, e se vê obrigado a montar sua própria operação para punir o responsável pelos ataques. Acusado de traição, Harvarth está sendo procurado por uma equipe especial da CIA e o presidente exige que seja capturado vivo ou morto.”

Voltando à subjetividade.
A princípio os acontecimentos são dispersos, e vão se ligando com o decorrer das 271 páginas. Esta estrutura costuma me agradar, mas o problema é que em ‘O primeiro mandamento’, alguns elos não se fundamentam, e por muitos momentos a trama não convence. Também me irritou muito o uso de expressões altamente coloquiais, talvez provenientes da tradução, não sei. A linguagem como um todo é bastante simplória.
O livro também conta com muitos pontos positivos. Um deles são as frequentes cenas de ação, que dão velocidade à leitura. Outro aspecto que me agradou, foram as bem escritas cenas de tortura. Num livro onde terroristas são antagonistas da história, não podem faltar os terríveis métodos de tortura usados em interrogatórios. Não quero dar spoilers, mas preciso contar um deles: Deve ser de conhecimento de todos, a desagradável sensação proporcionada pela enfermeira ao passar álcool no local onde será aplicada a injeção, não é!?! Agora imagine um algodão úmido fazendo movimentos circulares em seu joelho, e uma broca de furadeira adentrando a região. Esse é um dos método utilizados pelo agente Harvath para estoura a rótula, ou melhor, para conversar com seus opositores. Confesso que parei de respirar em horas como esta rs.
Além disso, muitos momentos possuem como cenário o nosso país. Mais precisamente, a cidade do Rio de janeiro e as ilhas de Angra dos Reis. Fato que pode ser curioso para analisar o trabalho de pesquisa do autor e/ou a visão de um norte americano sobre nós brasileiros. Mas isto não é determinante, nem significativamente abordado do livro, e também não tenho propriedade para aprofundar o assunto.

Em suma, classifico o livro como Bom (acho que dei três estrelas no skoob). Por mim, foi lido rapidamente, uma vez que a história tem muita ação e o suspense psicológico é interessante, principalmente nas páginas iniciais. Vale para se divertir, e só.

ps:. Imagino que praticamente ninguém leia o post todo, eu mesmo não leria. A ideia de encurtar o texto e torná-lo mais interessante ao leitor do blog, vagueia minha cabeça, mas não opto por pô-la em prática. Eu adoro compartilhar minhas experiências literárias, mas acima de tudo, eu escrevo para mim.

Esta foi mais uma e a principal leitura da semana.
Agradeço a quem sempre acompanha as postagens e comenta.

Até!

4 Comentários

Arquivado em Leituras Concluídas