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‘Resgate no Mar’ de Richard Bach

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Minha edição de ‘Resgate no Mar’ de Richard Bach, pela Arx. (156 páginas)

Poucos humanos sabem, mas ao lado de cada estação de resgate marítimo existe uma outra igualzinha comandada por furões. A partir desta premissa, que me interessou bastante, Richard Bach desenvolve o seu fofo romance.

Comecei a leitura com uma série de pré conceitos, o mais forte com relação à editora, primeiro porque a capa é péssima, desestimulante; e segundo por que eu  já li um outro livro publicado por ela, chamado ‘Sobrevivendo na Prisão’ de John Cheever, que também tinha uma capa tremendamente mal trabalhada, parece que dispuseram de 5 minutos para desenvolvê-a. A questão é que o livro do John Cheever foi um dos piores que li na vida, e fiquei com grande receio de ler algo mais desta editora. É claro que a culpa por eu não ter gostado do texto não é dela, mas do autor, porém sou incoerente mesmo, acostumem-se, e a má impressão acabou caindo sobre a Arx.

Apesar de tudo, estava curioso para conhecer o Richard Bach, por causa do seu famoso Fernão Capelo Gaivota, que ainda planejo ler. No entanto, nosso primeiro encontro não foi dos mais cordiais, faltaram páginas para ser cansativo. O fato é que a historinha é até bacana, para criança, e isso eu não esperava (apesar de todas as ilustrações deixarem isso um tanto evidente), além disso ela é bonitinha demais, tão redondinha e cheia de ensinamentos como respeito, força de vontade, humildade, dedicação, comprometimento etc… que chega a causar ódio. Sinceramente, histórias felizes já não são minhas preferidas, imagina aguentar um livro inteiro de aventuras marítimas vividas por criaturinhas corajosas e humanas como furões.

Ilustração de 'O Resgate do Mar'. Não encontrei a referência ao ilustrador, desconfio que sejam desenhos do autor.

Ilustração de ‘O Resgate do Mar’, pela Arx. Não encontrei referência ao ilustrador, desconfio que sejam desenhos do próprio escritor.

Não sei não, mas sinto que estou parecendo contraditório. Não sei se gostei do livro na verdade, não sei  nem se o livro é classificado como infantil, isso porque ao longo de todo o texto (que é bem pequeno) somos atacados por uma série de termos técnicos de cunho marítimo, isso me deixou confuso. Como assim uma história que tem a função de transmitir valores básicos, e de uma forma infantilizada (o que parece determinar o público leitor), ao mesmo tempo aponta para o sentido oposto uma vez que usa terminologia específica  para passar isso?
Realmente não entendi qual é a do livro, em muitos momentos acabei me vendo desorientado, sem compreender os movimentos do barco e sem conseguir visualizar as atividades que seus tripulantes estavam realizando. Acredito que isso é uma falha da editora, que poderia muito bem ter acrescentado um glossário ao final da publicação, assim como fez a Companhia das Letras no livro ‘Cem dias entre Céu e Mar’ do Amyr Klink, que se passa praticamente todo em alto mar.

Do autor, Richard Bach nasceu em 1936 nos Estados Unidos, foi piloto reserva da Força Aérea e em Setembro de 2012 sofreu um grave acidente quando o avião que pilotava caiu, teve ferimentos na cabeça e no ombro mas anda bem.

Apesar de tudo ainda recebeu 3 estrelas no skoob.
Por hoje é isso, até mais ver!

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