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E o que devemos pensar a respeito do artigo do Le Solei? Que é uma pena que seu autor não tenha nascido um papagaio.

O Mistério de Marie Roget, de Edgar Allan Poe, pela L&PM Pocket.

O Mistério de Marie Roget, de Edgar Allan Poe, pela L&PM Pocket.

Voltei, e desta vez é para falar do meu primeiro Poe. Pelo que parece, todo mundo do planeta, do sistema solar, da galáxia, do universo, e de Betelgeuse; já leu, recomenda ou pelo menos já ouviu falar de Edgar Allan Poe; e eu nunca havia lido um livro deste cara, até o mais recente fim de semana. Certamente não fui introduzido na obra do autor pelo livro certo, aposto que se tivesse começado por ‘Histórias Extraordinárias’ a situação seria diferente. Acontece que estou lendo ‘A Guerra dos Tronos’, o primeiro livro da série de George R. R. Martin. Somando o tamanho do livro, com o fato de eu não estar acostumado a este tipo de fantasia, e além disso, estar de férias (o que me torna uma preguiça de 1 metro e 70), encontramos o seguinte resultado: 42. Brincadeira, o resultado é o seguinte: leitura arrastada. E o que isso tem a ver com Poe guri? Na tentativa de inspirar novos ares, peguei para ler ‘O Mistério de Marie Roget’ da coleção 64 páginas, publicada pela L&PM Pocket.

O livro tenta desvendar o mistério em torno de uma jovem moça que foi encontrada morta em um rio na capital francesa. A história é essencialmente verídica, com algumas adaptações, como por exemplo a transposição do ambiente onde se passa a história, de Nova York para Paris, e do nome da vítima, de Mary Rogers para Marie Roget. Confesso que não esperava uma ‘história de detetive’ do Poe, apesar de ele ser um dos precursores do gênero, preferia começar pelas suas tramas sobrenaturais. Enfim, acabei não gostando do livro, as deduções lógicas do detetive Dupin, apesar de minuciosas, na minha percepção se tornaram cansativas. E tem outra coisa, como o acontecimento original se deu em Nova York, Poe escreveu este conto distante do local onde ocorreu o crime, isso quer dizer que ele tomou como base as matérias publicadas nos jornais da época para relatar o fato, e isto é facilmente percebido no livro, uma vez que grande parte do texto se resume em analisar as publicações dos periódicos franceses a respeito do assassinato, questionar as visões dos seus autores, e estudar ainda mais detalhes a respeito.

Rendeu 2 estrelas no skoob!
Por hoje é isso, até mais!

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Enriquecendo a Estante #13

Minha edição de ‘A Mulher mais Linda da Cidade & Outras Histórias’ pela L&PM Pocket.

Olá! Este post deveria ter saído ontem, mas provas benditas na faculdade se recusaram a permitir que o texto fosse escrito.     Eu não ia  comprar nada na semana passada, mas é péssimo o sentimento de passar 7 dias sem um livro novo. Imagino que a própria estante deve ficar muito chateada também.
Resolvi trazer Bukowski para dividir apartamento comigo. Nunca li nada do autor até então, e nada melhor para começar do que um livro fininho de contos, pelo menos para conhecer a forma da escrita. Se rolar uma química, partimos para um romance ;)
‘A Mulher mais Linda da Cidade & Outras Histórias’ faz parte da coleção 64 páginas da L&PM Pocket e, ao contrário de muita gente, eu gostei da capa.
Já li algumas resenhas de outras obras do autor, gostei. Ainda receoso, resolvi encarar logo o Buk. Pelo pouco que li, ele é conhecido como o poeta da loucura, onde os perdedores, marginais, bêbados, os sujos e os baixos, ganham as páginas e os cargos de destaque. Real, cotidiano, e lindamente horrível.

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