La cama de Delgadina de ángeles está rodeada.

Escolher roupa é fácil, difícil é falar de algo que me consumiu de tal maneira, a não restar muito de mim para se expressar.

Memórias de Minhas Putas Tristes, pela Record.

Antes, um pouco sobre o autor. Gabriel García Márquez é colombiano, autor do aclamado Sem Anos de Solidão, responsável pela “criação” do realismo mágico latino-americano, recebeu o nobel de literatura pelo conjunto da obra em 1982, e hoje aos 85 anos vive em Cuba, onde lida com a perda de memória, parou de escrever.

Agora sim, preciso introduzir a história do livro, ser sucinto e dizer do que se trata. Mas, não vejo melhor forma de fazer, senão, como o Gabriel García Márquez fez: “No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Lembrei de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava avisar aos seus bons clientes quando tinha alguma novidade disponível. Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma de suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza de meus princípios. Também a moral é uma questão de tempo dizia com sorriso maligno, você vai ver.”

Neste escrito de 2004, o velho jornalista narrador da história tece suas memórias, que encharcadas de desamores e quaradas ao Sol latino, vestem corpos tristes e experientes, até encontrar numa virgem o caimento perfeito. Lembra dessas  mulheres que se despem facilmente, como amores que não foram capazes de apresentar a humanidade que a jovem Delgadinha lhe fez vivenciar. 

O livro é curto, ás vezes falta pontuação e faltam pausas, o que dá ainda mais fluidez num texto que por si só já é rápido (128 páginas). A escrita do Gabito é sublime, as reflexões maduras e a sensibilidade na escolha das palavras e na formação das metáforas, me obrigaram a dar 5 estrelas no skoob e um coração de favorito. Enfim, o livro é quente, um mormaço latino-americano que te abraça e não solta mais.

Poster da adaptação cinematográfica, dirigida por Henning Carlsen.

E tem outra coisa, este livro foi adaptado para o cinema no ano passado, sob a direção de Henning Carlsen. Ainda não vi o filme, mas tendo como base os comentários que andei lendo nas redes sociais, em especial no filmow, parece ser a melhor adaptação cinematográfica de uma obra do Gabo e a que melhor conseguiu captar a densidade da narrativa do autor. Veremos se a informação procede.

ps:.  O filme baseado em ‘O amor nos tempos do cólera’ tem Fernanda Montenegro no elenco o/

Por hoje é isso!
Até ;)

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1 comentário

Arquivado em Leituras Concluídas

Uma resposta para “La cama de Delgadina de ángeles está rodeada.

  1. Só aguçou mais ainda minha vontade de ler a obra! Não lembrava dessa adaptação do ano passado, porém prefiro ler antes p nao estragar a surpresa.

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